sábado, 30 de janeiro de 2010

Soul

Eu? Sou aquela que se perde na noite entre tantas ilusões. Sou a brisa que vaga pelos lugares esquecidos ou nunca desvendados. Sou a sombra de alguém que deveria ser e não é. Sou o coração que esqueceu de se recompor. Sou a história que nunca ninguém contou. Sou a canção que nunca foi composta. Sou o poema sem rimas e cheio de sentimentalismo que ninguém pôde escrever. Sou o céu estrelado que dificilmente alguém vê. Sou o livro de páginas amareladas deixado de lado no fundo da biblioteca. Sou a mentira mascarada pela coisa certa. Sou o vulcão que tem medo de explodir. Sou a mulher que tem medo de não existir. Sou um pedaço do caminho errado. Sou o castelo assombrado. Sou a vida que não foi. Sou o mundo que tenho dentro. Sou o amor que nunca vingou. Sou o sonho de alguém que nunca amou – e nem amará. Sou a chuva que cai e molha o seu rosto. Sou o que sou, embora, às vezes, seja totalmente o oposto.

5 comentários:

J. B. Blanch disse...

Really good girl...
cara show de bola, eu adorei os dois q eu li até agora, muito bom mesmo!!!
Continue assim, sua mente levará vc longe ^^
Bjão...
vou continuar lendo hhehehehehehe

Fernando disse...

Não procure existir, procure viver, "Mulher" ;P
E esse sonho, ele é facil de se amar ^^

Andrei Vinicius Morais disse...

Eu adoro filosofar *-*
Lindo, Lindo, Lindo.

The Best do Post "Sou a chuva que cai e molha o seu rosto"

MORRI

Rudá! disse...

A personalidade descrita no poema, é fruto de alguém que ainda não foi roubado!

Nayara Herrera disse...

''Sou o céu estrelado que dificilmente alguém vê. Sou o livro de páginas amareladas deixado de lado no fundo da biblioteca.''


Sem mais! Essa foi a melhor parte.